sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

VERTIGEM, TAMBÉM CHAMADA DE LABIRINTITE

O termo "labirintide" apesar de impróprio, é comumente usado para designar uma afecção que pode comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição. Desconfortável e muitas vezes incapacitante, atinge 30% das pessoas em algum momento da vida. As principais causas: infecções, tumores, inflamações, compressões mecânicas, alterações genéticas e doenças neurológicas podem provocar crises de labirintopatias e vestibulopatias. São considerados fatores de risco para a labirintite: estresse, ansiedade, otites, hipoglicemias, hipertensão, diabetes, uso de álcool, fumo, café e de certos medicamentos. Os principais sintomas são: tonturas e vertigens associados ou não a náuseas, vômitos, sudorese, alterações gastrointestinais, perda de audição, desequilíbrio, zumbidos e audição reduzida. Na vertigem clássica, a sensação é de que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. A fase aguda da doença pode durar minutos, horas ou dias, conforme a intensidade da crise. O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e exame otoneurológico completo, pois é necessário estabelecer com certeza o diagnóstico de labirintite, pois outras doenças como hipertensão, diabetes, esclerose múltipla, tumores, cinetose, hipoglicemia, reumatismo, doença de Méniere e problemas imunológicos podem causar sintomas semelhantes. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética, assim como os testes labirínticos, podem ser úteis para diagnóstico. No tratamento podem ser usados vários medicamentos: Labirinto-supressores (suprimem a tontura pela ação no sistema nervoso); vasodilatadores(facilitam a circulação sanguínea); drogas que atuam nos outros sintomas, reduzindo a náusea, o vômito e o mal-estar; anticonvulsivantes e antidepressivos. Uma vez estavelecida a causa e feito o tratamento correto, a doença tende a desaparecer. Para evitar crises podemos: controlar os níveis de colesterol, triglicérides e glicemia; optar por uma dieta saudável; beber com moderação ou não beber; não fumar; não fazer grandes intervalos entre refeições; praticar atividade física; ingerir bastante líquidos; administrar a ansiedade e o estresse. (Drauzio Varella)

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